Em reunião virtual, nesta quarta-feira (25/03), Sistema Diretivo deliberou sobre balanço financeiro, definiu cronograma de atividades e reforçou a importância da unidade para enfrentar as negociações coletivas e as eleições.
A diretoria da Federação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) reuniu-se virtualmente nesta quarta-feira, 25 de março, para alinhar os passos da categoria em um ano que promete ser decisivo. Além de deliberar sobre questões administrativas e financeiras, como o relatório anual e a substituição na diretoria do conselheiro fiscal Nelson Bebber por Aldomir Foza, o grupo ratificou os poderes para firmar normas coletivas, em nome dos trabalhadores, assegurando a autonomia da Federação nas negociações que virão pela frente.
Após a aprovação da pauta, com maioria ampla e algumas abstenções, os representantes dos bancos fizeram relatos sobre a situação atual de cada um. Entre os bancos privados (Santander, Itaú e Bradesco), as demandas são comuns: demissão em massa, fechamento de agências, terceirização do trabalho bancário e a consequente precarização.
Informes
No que se refere ao Santander, o representante do RS na COE, Luiz Cassemiro, destacou a importância da mobilização antecipada: "Não temos muitos informes em relação a 2026, porque não nos reunimos ainda com o Banco, mas já estamos organizando uma agenda de mobilização para os dias 8 e 9 de abril, com a construção de um dia de luta", informou o sindicalista.
O representante do RS na COE Itaú, Eduardo Munhoz, relatou que foram encaminhadas ao banco reivindicações como a manutenção da taxa do crédito imobiliário para os ativos e a garantia do plano de saúde em casos graves. Ele destacou a preocupação com o fechamento de agências — 250 no último ano e 189 previstas até maio - e questionou os dados de _turnover_ apresentados como positivos pelo Itaú, já que desconsideram cerca de mil demissões recentes. "Quanto às pautas relacionadas à saúde e às condições de trabalho, serão tratadas por um Grupo de Trabalho específico", disse ele.
Sobre o Bradesco, Edson da Rocha, diretor da Fetrafi-RS, relatou que na última reunião da COE com o banco, no dia 20 de março, foram debatidos o programa "Supera", auxílio-educação e condições de trabalho. Segundo ele, o movimento sindical cobrou melhorias no PPR, revisão de metas e mais transparência, mas o banco não apresentou avanços concretos. "Seguiremos cobrando respostas efetivas sobre as demandas da categoria", enfatizou.
Priscila Aguirres, representante do RS na CEE do Banco do Brasil, trouxe uma preocupação do movimento sindical com o recrudescimento do assédio moral e práticas de pressão por metas no BB, gerando um ambiente de trabalho adoecedor. "Temos relatos de reuniões abusivas, riscos de remoções compulsórias e falhas na gestão de pessoas, reforçando a necessidade de denúncia e vigilância constante", disse.
O representante do RS na CEE da Caixa, Lucas Cunha, destacou a baixa participação dos trabalhadores nas eleições da Funcef e em outros processos internos, alertando que o baixo engajamento fragiliza a representatividade e a capacidade de conquista da categoria. Ele defendeu maior mobilização e contato direto com a base, especialmente em regiões com menor presença sindical, e apontou desafios na comunicação e no acompanhamento das demandas. O sindicaliusta lembrou ainda que as próximas negociações com a Caixa tendem a ser mais tensionadas, diante de pendências como o teto do Saúde Caixa e a insatisfação dos empregados com o programa SuperCaixa, criticado pela pressão por metas e pela falta de regras justas de remuneração.
Banrisul
A diretora da Fetrafi-RS e coordenadora da COE Banrisul, Raquel Gil de Oliveira, informou que o movimento sindical segue negociando com o Banco alguns temas pendentes, com destaque para o processo dos caixas eventuais, que teve decisão favorável e aguarda execução e definição dos trabalhadores abrangidos. Também estão em debate o vale-alimentação para um grupo específico e questionamentos sobre o pagamento de bonificações. "Paralelamente, estamos organizando um calendário político-sindical, e a ideia é realizarmos nosso encontro nacional no final de junho, em um formato mais robusto para enfretar os desafios que teremos esse ano".
Ao final da reunião, a representante dos trabalhadores na Fundação Banrisul, Denise Falkenberg Corrêa, pediu a palavra para "dar uma boa notícia": a redução das taxas de administração e de carregamento — compromisso assumido pela chapa Nossa Voz do Rio Grande do Sul —, medida que impacta diretamente os custos descontados dos planos de previdência. "A redução será aplicada nos planos FBPREV, FBPREV II, FBPREV III e FBPREV CD, que concentram a maioria dos participantes, beneficiando mais de 60% dos inscritos. Embora nem todos os planos sejam contemplados neste momento, especialmente os mais recentes, a mudança é considerada significativa, pois diminui os custos de gestão e preserva mais recursos para os participantes, melhorando o resultado dos investimentos", explicou.
Calendário
Abaixo segue o calendário de atividades para o primeiro semestre de 2026:

Fonte: Assessoria de Comunicação da Fetrafi-RS